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Livro-Agenda 2022: 100 anos do Partido Comunista Brasileiro + CARTAZ

Descrição:

A agenda 2022 homenageia a todas e todos camaradas que contribuíram para a história do PCB, nesses 100 anos de lutas em defesa da classe trabalhadora, pela superação do capitalismo e pela construção da revolução socialista em nosso país. Os comunistas desenvolveram uma análise marxista da realidade brasileira, tomando por base a luta de classes em nossa sociedade. Foram importantes contribuições feitas, entre outros, por Astrojildo Pereira, Octávio Brandão e Caio Prado Júnior. O Partido teve, e tem, uma significativa contribuição no campo da cultura, agregando em suas fileiras grandes artistas plásticos, arquitetos, poetas, escritores, dramaturgos, cineastas, músicos, compositores, sambistas, cantores e tantos outros expoentes da cultura brasileira.


A luta das mulheres trabalhadoras, iniciada no começo do século XX, teve uma intensa participação das comunistas. Foram criadas entidades nacionais e várias organizações estaduais. O jornal Momento Feminino foi um marco do feminismo classista. Por ser um partido voltado para a luta operária, o PCB sempre teve, desde sua fundação, um número significativo de negros e negras em suas fileiras e nas suas direções. Apresentou o primeiro candidato negro à presidência da República. Defendeu a liberdade de cultos, em especial, os de matriz africana, garantida na Constituinte de 1946, por meio de projeto dos comunistas. Podemos destacar a participação dos comunistas no combate ao fascismo, pela entrada do país na II Guerra Mundial, na luta pelo Petróleo é Nosso, pelo não envio de soldados à Coréia, por várias anistias de presos políticos, pelo fim da censura, pelas liberdades democráticas e tantas outras lutas.


O PCB passou a maior parte de sua vida na clandestinidade, com poucos períodos de legalidade, como de 1945 a 1947. Enfrentou duas ditaduras, a de Getúlio Vargas e a imposta pelo golpe de 64. Sofreu inclemente perseguição durante todo esse período, até voltar à legalidade em 1985. Diversos militantes foram presos, vários foram para o exílio e muitos foram assassinados. Aos nossos heróis, dedicamos nossa história de lutas. Enfrentou, em 1992, aqueles que tentaram acabar com o PCB. O Partido não deixou de existir um segundo sequer, pois foi mantido na Conferência de Reorganização do PCB, que reuniu cerca de 500 militantes de todo o país, no mesmo dia da tentativa de extinção do partido. Nesses últimos 30 anos, o PCB vem se estruturando em todo o país, organizado em todos os estados e no Distrito Federal. Os coletivos partidários, a Unidade Classista, a União da Juventude Comunista, o Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, o Coletivo Negro Minervino e o LGBT Comunista se espalham pelo país, em constante crescimento.
Nossas homenagens a esta aguerrida militância que jamais deixará nosso partido acabar.

“Não é Mole não! É impossível acabar com o Partidão!”

Marta Barçante - Presidente da Fundação Dinarco Reis